Inaugurada junto com a cidade de Belo Horizonte, “a Praça da Liberdade permaneceu até o ano de 1904 sem qualquer ajardinamento. Durante esse período, era apenas uma esplanada de terra batida e pouco frequentada pela população. Aos poucos o espaço da Praça da Liberdade foi sendo incorporado no roteiro cultural da cidade. A intenção de transformar a Praça em um local público, difusor de um estilo de vida cosmopolita e civilizado, pode ser percebido nos diversos artigos noticiados pela imprensa mineira à época, os quais buscavam incentivar a interação social nesse espaço.
O primeiro projeto paisagístico da Praça foi ornamentado com um jardim em estilo romântico inglês. Nele foram utilizados como elementos de composição, o coreto, os lagos e as pontes rústicas de cimento imitando troncos de madeira e alamedas com bancos. Nesse projeto foi também implantado o duplo renque de palmeiras acompanhando a alameda central e que até hoje compõe o caminho até o Palácio da Liberdade. Um elemento singular da Praça naquele momento chamava a atenção: uma miniatura em concreto do Pico do Itacolomi, para homenagear os ouro-pretanos nostálgicos.
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Em 1920, em virtude da visita dos reis belgas, acompanhado pelo então presidente da República Epitácio Pessoa, a Praça da Liberdade foi novamente reformada e sua aparência tornou-se bem mais próxima da atual. O novo projeto modificou integralmente a paisagem dos jardins, mantendo apenas o coreto e o renque de palmeiras na alameda central. O jardim inglês com curvas e canteiros de formas livres e arredondadas foram substituídos por caminhos ortogonais e formas geométricas inspirado no Jardim de Versailles."
Fonte:“A construção do lugar e da memória: a Praça da Liberdade e o seu prédio rosa”, de Gabriela Dias de Oliveira.
